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Aviação Agrícola

23/10/2012

 Últimas notícias da aviação agrícola.

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  • 11/11/2014:

    A importância da equipe de solo na redução dos riscos na operação aeroagrícola

    - O desenvolvimento da aviação agrícola brasileira foi intenso nos últimos anos. Isso pode ser  evidenciado pela utilização de novas aeronaves, como o “Ipanema”, com desempenho muito  superior ao do Embraer-200, lançado no mercado brasileiro em 1969. Também foram  incorporadas à frota nacional diversas aeronaves estrangeiras, dentre elas, as aeronaves  turbo-hélice, donas de uma performance notável.   No campo da tecnologia, a adoção do GPS Diferencial (DGPS), que eliminou o sistema  convencional por bandeiras - os “bandeirinhas” -, foi outro avanço que permitiu ganho de  produtividade de diversas formas, com o piloto podendo escolher qual a melhor forma de  aplicação e largura das faixas de deposição.   Porém, tais ganhos de produtividade não podem ocorrer em detrimento da segurança  operacional. Isso criaria situações que podem expor os pilotos a um nível de risco inaceitável,  como realizar curvas (balões) mais apertadas que o recomendado e carregamento da aeronave  com uma quantidade de produtos químicos maior que a capacidade regulamentada.    Uma busca ecaz de produtividade deve ocorrer através de planejamento adequado da  operação, boa estrutura da empresa em termos de segurança operacional e, principalmente,  pela atuação de uma equipe de solo capacitada, nem sempre reconhecida de forma devida.   Para algumas empresas aeroagrícolas – em especial aquelas que não adotaram a cultura de  gerenciamento de risco – o piloto é o principal responsável pelo aumento da produtividade em  termos reais. Porém, contratempos ocorridos no solo, como um simples descuido na mistura de  produtos químicos ou falhas no equipamento de solo, podem afetar o rendimento da operação  como um todo, sem qualquer interferência do comandante.   Para que isso não ocorra é fundamental a participação de pro­ssionais de apoio em solo, como coordenadores (pro­ssional que cuida do relacionamento com os clientes e ordena os locais onde será realizado o trabalho), mecânicos de aeronaves e, principalmente, um pro­ssional subestimado: o ajudante de solo, também conhecido como badeco, secreta, tuco, técnico (variando a denominação conforme a região do País).   Tempo se ganha no chão, com equipe de solo bem treinada   Como exemplo das atividades desenvolvida por esse pro­ssional, podemos citar o abastecimento simultâneo de combustível e produtos químicos. Enquanto o piloto cuida de outros aspectos da operação, o ajudante efetua o referido abastecimento, tornando-se o principal responsável no momento em que realmente se ganha (ou não se perde) tempo – no solo.   Uma das maiores di­culdades desse trabalho é realizar as tarefas no menor tempo possível, para garantir que a aeronave possa decolar rapidamente, atividade que deve ser executada por um pro­ssional treinado, experiente e atento a qualquer anormalidade.   SEGURANÇA OPERACIONAL   Quando se trata de segurança operacional, é o ajudante (da equipe de solo) quem realiza algumas das tarefas essenciais. Mesmo assim, devido à natureza sazonal da aviação agrícola, com o término da temporada de aplicação de defensivos muitos empresários não querem arcar com o custo de manter o ajudante durante a entressafra.   Isso gera uma grande rotatividade no setor, pois na temporada seguinte, será necessário contratar uma nova pessoa para executar essa tarefa, muitas vezes sem treinamento e com pouca experiência. Isso traz ansiedade para todos, devido à perda de produtividade.   O custo de se manter um bom ajudante, ou pelo menos de providenciar a ele algum tipo de assistência e garantir a sua permanência na temporada seguinte, é menor do que as perdas decorrentes e o aumento dos riscos operacionais de se ter um novo ajudante, inexperiente, na empresa.   A segurança operacional deve ser atingida observando todos os aspectos que possam contribuir para os riscos da atividade. O reconhecimento da importância dos ajudantes é fundamental para que possa ser reduzido o tempo perdido em solo, forte componente de pressão ao piloto.   Assegurar uma equipe de solo e­ciente e capacitar o ajudante que acompanha a aplicação aérea, garantindo a ele uma condição adequada de trabalho, são medidas que promovem a segurança operacional e minimizam os riscos na atividade aeroagrícola.   Retirado de: "ANAC - Carta de Segurança Operacional"    Alexandre Derivi Endres Especialista em Regulação de Aviação Civil Chefe da Divisão de Regulação Econômica – DRE Unidade Regional Porto Alegre  

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  • 11/11/2014:

    DIVOP EMB 202 A

    -  Link para divulgação operacional(DIVOP) ANAC EMB 202 A: https://drive.google.com/file/d/0ByYs3jG8afcvbF9Ody15MzRkc28/view?usp=sharing

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  • 15/04/2014:

    Voo agrícola regulamentado

    -  Depois de impasses ambientais, setor privado cria programa que certifica empresas de aviação agrícola; por enquanto 20 cumprem as “regras da sustentabilidade”   Aviões ganham espaço aéreo no agronegócio nas regiões do Centro-Oeste e Centro-Norte brasileiro (foto), onde a geografia facilita o trabalho dos pilotos,  que voam em baixíssimas altitudes.   A frota de aviões agrícolas cresce a passos largos no Brasil. Somente na última década, o número de veículos aéreos destinados aos trabalhos de campo mais que dobrou. Hoje são mais de 1,9 mil unidades registradas no país – 78 estão no Paraná, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O aumento desse mercado, porém, acendeu um sinal de alerta para o setor, que agora entra na rota da regulamentação. Um programa promovido pela iniciativa privada, em parceria com instituições de ensino, promete certificar empresas que adotarem “boas práticas”. A iniciativa surge após polêmica sobre os danos que a pulverização aérea pode causar ao meio ambiente. Em 2012, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) restringiu a aplicação de quatro princípios ativos por via aérea, que segundo estudos da entidade, elevavam o risco de morte de abelhas. O tamanho das gotas lançadas, a umidade e a movimentação do ar também precisam ser milimetricamente aferidos para evitar contaminação de rios e até de plantações vizinhas. “A aviação agrícola não admite gambiarra”, resume João Paulo Rodrigues da Cunha, professor da Universidade Federal de Uberlândia (MG). Ele faz parte de um time reunido pela a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) para executar o programa de Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS). Apesar dos riscos existentes, especialistas defendem que, se for bem executada, a atividade pode garantir ganhos técnico e econômico ao campo. Com o avião, não há compactação das plantações e nem do solo, por exemplo, o que segundo Cunha, pode gerar economia de até três sacas de soja por hectare. O número considera a perda em função do “esmagamento” das plantas pelo trator no método convencional. A agilidade na aplicação também pesa a favor dos aviões. Até o momento, 20 empre­­sas que têm licença para realizar esse tipo de serviço foram certificadas pelo CAS, menos de 10% do total. Atualmente, existem no Brasil 227 companhias nesse segmento – 26 delas são paranaenses. “Queremos que 75% do setor [170 empresas] receba essa certi­­ficação até 2017”, revela Ulisses Antuniassi, agrônomo e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que também atua na realização do programa.   Gotejadores acoplados aos aviões precisam ser monitorados constantemente por técnicos com roupas especiais. O processo de certificação do voo agrícola não é obrigatório, mas promete retorno. “Ainda não mensuramos o re­­torno, até porque é muito recente, mas acredito que será um argumento para ganhar mercado”, afirma Bruno Vasconcelos, diretor executivo da Sana Agro Aérea, de Leme (SP), uma das empresas certificadas. A altura de voo é outro fator que pode afetar a eficiência do trabalho – se o avião está em altitude muito elevada o risco de deriva dos agroquímicos é maior. Por outro lado, os voos de baixa altitude elevam as chances de acidentes. Em 2013, foram registrados 38 acidentes aéreos somente durante as operações agrícolas, 10 a mais do que no ano anterior. Venda de aviões para agricultores mantém demanda aquecida O salto na demanda por aviões agrícolas também é reflexo de um aumento no interesse dos agricultores pela atividade. Na Embraer, que detém 62% do mercado aeroagrícola, metade das vendas é feita para pessoas físicas, calcula Fábio Carretto, gerente comercial da empresa. “A ideia de que só grandes produtores possuem aviões é equivocada”, aponta. Agricultores que optaram pelo investimento dizem que o retorno é garantido. Com uma área de 4,7 mil hectares cultivada em Unaí (MG), Theodorus Sanders, fez as contas e concluiu que nem mesmo o aluguel de um avião valeria a pena. “Não é um investimento barato, mas em seis anos ele se paga”, calcula. Os especialistas calculam que o custo médio do serviço de aplicação varia entre R$20 e R$50 por hectare, mais o valor do defensivo. “Com um avião é possível fazer o trabalho de três pulverizadores, e de forma mais rápida”, destaca Leivandro Fritzen que cultiva 12 mil hectares na Serra do Quilombo (Piauí). Carretto destaca que além do crescimento em quantidade, há também um aumento na renovação da frota nacional. No caso da Embraer o carro-chefe das vendas é o Ipanema, um modelo fabricado desde 1972. O avião está na sexta geração, e ao todo foram vendidas mais de 1,3 mil unidades. Ao custo de R$ 950 mil, a última versão do Ipanema oferece a possibilidade de propulsão a etanol, que reduz ainda mais os custos, e permite pulverizar uma área de 100 hectares em aproximadamente uma hora. Processo de certificação envolve três etapas e começa por um cadastro que pode ser realizado pela internet. Nenhuma empresa do Paraná foi certificada até o momento – o estado possui 26 companhias em atuação nesse segmento. Online: O primeiro nível de certificação é obtido eletronicamente, por meio de cadastramento online. Os documentos dos pilotos e técnicos responsáveis pela aplicação são digitalizados e enviados dentro de prazos estabelecidos. O cronograma e o envio podem ser encontrados no site: www.cas-online.org.br   Testes de campo ajudam a aferir tamanho das gotas lançadas nas lavouras e se não há deriva dos produtos químicos. Capacitação: a segunda etapa exige participação em cursos relacionados à área ambiental. A frequência e o desempenho em provas teóricas definirão a certificação. Inspeção: o terceiro nível corresponde a uma inspeção na empresa aeroagrícola para verificar se os preceitos ensinados no curso estão sendo executados, além da checagem da infraestrutura da empresa responsável pela aplicação. 1,9 mil É o número de aviões agrícolas em atividade no Brasil atualmente, conforme dados da Associação Nacional da Aviação Civil (Anac). Segundo maior produtor nacional de grãos, Paraná conta com 4% da frota nacional.   Fonte: http://agro.gazetadopovo.com.br/noticias/tecnologia/voo-agricola-regulamentado/    

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