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Defensivos Agrícolas

06/03/2013

Defensivos Agrícolas: um alerta da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas

Na longa trajetória que levou o homem das cavernas aos modernos prédios de apartamentos, do uso de pele de animais como vestimentas aos atuais ternos de grife, da carne como fonte básica de alimento às atuais dietas balanceadas, sem dúvida que a descoberta da função geratriz das sementes foi das mais importantes, pois possibilitou ao homem abandonar a condição de nômade e a se fixar na terra, que passou a chamar de sua propriedade, e assim criar raízes e estabelecer família em ambiente permanente e seguro.

A partir desse evento, o homem passou a cultivar, colher, comer e guardar o excedente, refazendo o processo a cada ciclo. Na medida em que evoluía, o homem melhorava o processo e procurava colher cada vez mais e melhor, até porque a família crescia, os vizinhos chegavam e as necessidades de consumo somente aumentavam.

Àqueles que dominavam de forma mais completa as técnicas de cultivo eram conferidas homenagens especiais e tratados com certa distinção. À propósito, Laurence Gardner, em seu livro A Origem de Deus, reporta que dez mil anos antes de Cristo, os homens que dominavam a arte do cultivo da terra eram reverenciados como verdadeiros Deuses e tinham posição de destaque e voz ativa na comunidade.

Na medida em que as necessidades de produzir cada vez mais se faziam presentes, o homem tratou de adicionar novas e eficientes técnicas de plantio e conservação do que colhia; passou a selecionar empiricamente suas sementes; melhorou a forma de preservação do que era destinado ao consumo e que serviria de sementes para o futuro plantio; aumentou a área de cultivo quando aquela que usava não atendia mais a demanda de consumo; passou a diversificar a produção e se aventurou no conhecimento e domesticação de outras espécies de plantas. Mas nesse caminho nem tudo foram flores e não foram poucos os percalços que nossos agricultores, iniciantes no ramo e sem referência alguma, enfrentaram.

Foram grandes os desafios. Na medida em que crescia a área plantada e muitos se dedicavam, ao mesmo tempo, à nobre arte de plantar para satisfazer a quem tem fome, vieram problemas das mais variadas matizes e, sem qualquer dúvida, nesse imbróglio todo, os mais relevantes foram aqueles de ordem biológica - os insetos, os fungos e as plantas daninhas; problemas de tal magnitude que mesmo hoje, em pleno século XXI, ainda assustam muita gente.

Se há uma afirmação que se possa fazer com alto grau de certeza é que as pragas foram, e são o maior problema de cunho biológico a impor limitações bioeconômicas ao desenvolvimento da agricultura no mundo, de forma geral, e nos trópicos, de forma muito especial - até porque as condições ambientais predominantes nos trópicos (altas temperaturas e umidade relativa durante praticamente o ano inteiro) são extremamente favoráveis ao desenvolvimento deste tipo de disseminação.

Foi somente em meados do Século XX, por ocasião da II grande Guerra Mundial, que surgiram os primeiros produtos capazes de fazer frente aos desafios de controlar as pragas da agricultura - produtos denominados de defensivos agrícolas e, mais tarde, estigmatizados pela alcunha de agrotóxicos ou pesticidas. A agricultura que conhecemos, hoje, só foi concebida graças à capacidade desses produtos em proteger as culturas, reduzir a competição exercida pelos agentes bióticos e garantir a produção desejada de grão, carne, frutas entre outros produtos.

A humanidade pagou um preço muito alto para atingir o nível de competência que temos hoje; a agricultura moderna que conhecemos, onde altas produtividades são requeridas para atender a demanda cada vez mais elevada da sociedade, decorrente, primariamente do crescimento populacional e no seu viés da distribuição de renda, só foi possível com o apoio incondicional dos defensivos agrícolas.

As novas cultivares de milho, soja, arroz e trigo, para ficar apenas nas mais relevantes, manifestam todo seu arsenal genético produtivo mediante controle sistemático das endemias que as acometem durante seu ciclo de vida. Para as áreas de culturas perenes e pastagens não vale nem a pena comentar. Conquanto se deva reconhecer essa importância, em passado recente, os defensivos agrícolas passaram a sofrer campanha difamatória incessante, que não dá trégua.

Nos mais variados fóruns que vão desde reuniões de sindicatos a comentários de jardineiros e profissionais do ramo e, principalmente de pessoas que influenciam diretamente a opinião pública, tais como atrizes, diretores de cinema, etc, a supressão desses produtos é defendida com unhas e dentes; jornais estampam suas manchetes que revelam, claramente, uma posição antipática ao uso de tais produtos.

Recentemente, uma novidade veio à tona: 'Os agrotóxicos violam o direito humano à alimentação adequada.' Que todos tenham o direito e até o dever de manifestar sua opinião é certo e líquido, e longe de imaginar o cerceamento de tal prerrogativa, ao contrário, devemos estimular tal atitude. Só que é preciso deixar as paixões de lado e analisar friamente a situação em contexto mais amplo. Mitificar o assunto ou restringir o debate aos fóruns sociais e deixar a gerência da sinfonia a cargos de ONG's e pessoas sem o menor compromisso com a segurança alimentar da população, é, no mínimo, temerário e merece profundas reflexões; ademais, defender argumentos que não se sustentam ou impor teorias cegas, ao sabor do volume da voz, não é, definitivamente, o melhor caminho.

O que deve predominar é a argumentação e a racionalidade da defesa dos pontos de vista, sem deixar, à margem do debate, o direito inalienável que sete bilhões de pessoas têm de se alimentar corretamente todos os dias. Propostas outras que não considerem tal aspecto não merecem ser minimamente levadas a sério ou mesmo postas na mesa.

O que mais surpreende nessa celeuma toda é o fato de aspectos de alta relevância para o bem-estar da sociedade, como um todo, ser simplesmente varrido para debaixo de tapete. Pontos cruciais que precisam ser respondidos com base em conhecimento científico sólido e que representa, em primeira e última instância, salvaguarda aos interesses de todos os cidadãos, não são sequer levantados nos debates.

Reflexões como: o que aconteceria com a produção agrícola do mundo, em geral, e do Brasil, em particular, se hoje, exatamente hoje, o uso dos pesticidas fosse proibido? Quais seriam os impactos dessa medida nos custos dos produtos agrícolas? Haveria impacto de tal medida na desnutrição humana? Os maiores impactos dessa medida incidiriam mais sobre a população e países pobres ou ela teria distribuição igualitariamente, ou seja, todos, ricos e pobres, pagariam seu preço? O modo de vida que conhecemos nos dias atuais permaneceria intocável ou passaríamos a viver em condições com pouca dignidade? Com tal medida vigente, as políticas de segurança alimentar se sustentariam? A agricultura orgânica e a agroecologia seriam vias capazes de sustentar milhões de pessoas e produzir milhões de toneladas de alimentos necessários ao consumo, anualmente, da população?

O que aconteceria com pragas que em passado não muito distante dizimaram lavouras e lavouras, como foi o caso do 'gafanhoto da montanha', considerada a maior praga que já acometeu a agricultura. Hoje esse inseto está sob controle, e confinado ao seu habitat natural, as montanhas dos Estados Unidos, mas e se os inseticidas que os mantém assim forem banidos? Tais pragas poderiam voltar a assolar nossos cultivos, gerando insegurança de toda ordem?

A Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD) é uma entidade que congrega cientistas de reconhecimento nacional e internacional, e que vê, com bons olhos, as atuais e futuras preocupações da sociedade com a segurança e qualidade dos alimentos de sua dieta e a preservação dos recursos naturais, mas reconhece, também, que nos últimos 40 anos, os defensivos agrícolas evoluíram tal qual a agricultura brasileira cresceu mais de 200% em sua produção.

Hoje os produtos disponíveis aos produtores rurais em sua grande maioria apresentam soluções inovadoras, tais como: menor poder residual no ambiente; embalagens hidrossolúveis, melhoria na toxicidade, entre outros atributos que minimizam riscos ao meio ambiente e ao ser humano.

Adicionalmente reconhece que os órgãos reguladores que gerenciam a liberação de novos produtos estão mais exigentes e com protocolos de avaliação mais rígidos; dessa forma os novos produtos lançados nos últimos anos estão amparados por legislações mais eficientes e mais rígidas, o que é um indicador claro do compromisso inabalável de todos os envolvidos nesse processo. 
Avançamos, e muito, mas ainda temos um bom caminho pela frente. O atual momento atende a certas especificidades, mas não é o ideal e não devemos nos conformar com o que temos, podemos melhorar e devemos trabalhar nesse sentido, acreditar nessa possibilidade. A Sociedade Brasileira de Ciência das Plantas Daninhas confia na inteligência humana, na ciência e na capacidade de seus cientistas de gerar inovações tecnológicas que possam amenizar os conflitos entre os atuais modelos de produção agrícola e os interesses da sociedade; ao mesmo tempo abomina o discurso, carente do fôlego intelectual e que esconde intenções não confessáveis. A Sociedade Brasileira de Ciência das

Plantas Daninhas não se coloca a serviços de interesses outros que não sejam os que emanam da sociedade e ratifica seu compromisso maior com a produção sustentável de proteínas, fibras e energia, tão essenciais ao desenvolvimento completo, física e intelectualmente, de cada ser humano. Caminhamos, todos nesse sentido. Dias melhores nos esperam. O Futuro dirá.

*Antonio Pedro da Silva Souza Filho - Engenheiro Agrônomo, Doutor - Presidente da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas

Fonte: Portal do Agronegócio

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  • 11/11/2014:

    A importância da equipe de solo na redução dos riscos na operação aeroagrícola

    - O desenvolvimento da aviação agrícola brasileira foi intenso nos últimos anos. Isso pode ser  evidenciado pela utilização de novas aeronaves, como o “Ipanema”, com desempenho muito  superior ao do Embraer-200, lançado no mercado brasileiro em 1969. Também foram  incorporadas à frota nacional diversas aeronaves estrangeiras, dentre elas, as aeronaves  turbo-hélice, donas de uma performance notável.   No campo da tecnologia, a adoção do GPS Diferencial (DGPS), que eliminou o sistema  convencional por bandeiras - os “bandeirinhas” -, foi outro avanço que permitiu ganho de  produtividade de diversas formas, com o piloto podendo escolher qual a melhor forma de  aplicação e largura das faixas de deposição.   Porém, tais ganhos de produtividade não podem ocorrer em detrimento da segurança  operacional. Isso criaria situações que podem expor os pilotos a um nível de risco inaceitável,  como realizar curvas (balões) mais apertadas que o recomendado e carregamento da aeronave  com uma quantidade de produtos químicos maior que a capacidade regulamentada.    Uma busca ecaz de produtividade deve ocorrer através de planejamento adequado da  operação, boa estrutura da empresa em termos de segurança operacional e, principalmente,  pela atuação de uma equipe de solo capacitada, nem sempre reconhecida de forma devida.   Para algumas empresas aeroagrícolas – em especial aquelas que não adotaram a cultura de  gerenciamento de risco – o piloto é o principal responsável pelo aumento da produtividade em  termos reais. Porém, contratempos ocorridos no solo, como um simples descuido na mistura de  produtos químicos ou falhas no equipamento de solo, podem afetar o rendimento da operação  como um todo, sem qualquer interferência do comandante.   Para que isso não ocorra é fundamental a participação de pro­ssionais de apoio em solo, como coordenadores (pro­ssional que cuida do relacionamento com os clientes e ordena os locais onde será realizado o trabalho), mecânicos de aeronaves e, principalmente, um pro­ssional subestimado: o ajudante de solo, também conhecido como badeco, secreta, tuco, técnico (variando a denominação conforme a região do País).   Tempo se ganha no chão, com equipe de solo bem treinada   Como exemplo das atividades desenvolvida por esse pro­ssional, podemos citar o abastecimento simultâneo de combustível e produtos químicos. Enquanto o piloto cuida de outros aspectos da operação, o ajudante efetua o referido abastecimento, tornando-se o principal responsável no momento em que realmente se ganha (ou não se perde) tempo – no solo.   Uma das maiores di­culdades desse trabalho é realizar as tarefas no menor tempo possível, para garantir que a aeronave possa decolar rapidamente, atividade que deve ser executada por um pro­ssional treinado, experiente e atento a qualquer anormalidade.   SEGURANÇA OPERACIONAL   Quando se trata de segurança operacional, é o ajudante (da equipe de solo) quem realiza algumas das tarefas essenciais. Mesmo assim, devido à natureza sazonal da aviação agrícola, com o término da temporada de aplicação de defensivos muitos empresários não querem arcar com o custo de manter o ajudante durante a entressafra.   Isso gera uma grande rotatividade no setor, pois na temporada seguinte, será necessário contratar uma nova pessoa para executar essa tarefa, muitas vezes sem treinamento e com pouca experiência. Isso traz ansiedade para todos, devido à perda de produtividade.   O custo de se manter um bom ajudante, ou pelo menos de providenciar a ele algum tipo de assistência e garantir a sua permanência na temporada seguinte, é menor do que as perdas decorrentes e o aumento dos riscos operacionais de se ter um novo ajudante, inexperiente, na empresa.   A segurança operacional deve ser atingida observando todos os aspectos que possam contribuir para os riscos da atividade. O reconhecimento da importância dos ajudantes é fundamental para que possa ser reduzido o tempo perdido em solo, forte componente de pressão ao piloto.   Assegurar uma equipe de solo e­ciente e capacitar o ajudante que acompanha a aplicação aérea, garantindo a ele uma condição adequada de trabalho, são medidas que promovem a segurança operacional e minimizam os riscos na atividade aeroagrícola.   Retirado de: "ANAC - Carta de Segurança Operacional"    Alexandre Derivi Endres Especialista em Regulação de Aviação Civil Chefe da Divisão de Regulação Econômica – DRE Unidade Regional Porto Alegre  

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  • 11/11/2014:

    DIVOP EMB 202 A

    -  Link para divulgação operacional(DIVOP) ANAC EMB 202 A: https://drive.google.com/file/d/0ByYs3jG8afcvbF9Ody15MzRkc28/view?usp=sharing

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  • 15/04/2014:

    Voo agrícola regulamentado

    -  Depois de impasses ambientais, setor privado cria programa que certifica empresas de aviação agrícola; por enquanto 20 cumprem as “regras da sustentabilidade”   Aviões ganham espaço aéreo no agronegócio nas regiões do Centro-Oeste e Centro-Norte brasileiro (foto), onde a geografia facilita o trabalho dos pilotos,  que voam em baixíssimas altitudes.   A frota de aviões agrícolas cresce a passos largos no Brasil. Somente na última década, o número de veículos aéreos destinados aos trabalhos de campo mais que dobrou. Hoje são mais de 1,9 mil unidades registradas no país – 78 estão no Paraná, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O aumento desse mercado, porém, acendeu um sinal de alerta para o setor, que agora entra na rota da regulamentação. Um programa promovido pela iniciativa privada, em parceria com instituições de ensino, promete certificar empresas que adotarem “boas práticas”. A iniciativa surge após polêmica sobre os danos que a pulverização aérea pode causar ao meio ambiente. Em 2012, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) restringiu a aplicação de quatro princípios ativos por via aérea, que segundo estudos da entidade, elevavam o risco de morte de abelhas. O tamanho das gotas lançadas, a umidade e a movimentação do ar também precisam ser milimetricamente aferidos para evitar contaminação de rios e até de plantações vizinhas. “A aviação agrícola não admite gambiarra”, resume João Paulo Rodrigues da Cunha, professor da Universidade Federal de Uberlândia (MG). Ele faz parte de um time reunido pela a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) para executar o programa de Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS). Apesar dos riscos existentes, especialistas defendem que, se for bem executada, a atividade pode garantir ganhos técnico e econômico ao campo. Com o avião, não há compactação das plantações e nem do solo, por exemplo, o que segundo Cunha, pode gerar economia de até três sacas de soja por hectare. O número considera a perda em função do “esmagamento” das plantas pelo trator no método convencional. A agilidade na aplicação também pesa a favor dos aviões. Até o momento, 20 empre­­sas que têm licença para realizar esse tipo de serviço foram certificadas pelo CAS, menos de 10% do total. Atualmente, existem no Brasil 227 companhias nesse segmento – 26 delas são paranaenses. “Queremos que 75% do setor [170 empresas] receba essa certi­­ficação até 2017”, revela Ulisses Antuniassi, agrônomo e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que também atua na realização do programa.   Gotejadores acoplados aos aviões precisam ser monitorados constantemente por técnicos com roupas especiais. O processo de certificação do voo agrícola não é obrigatório, mas promete retorno. “Ainda não mensuramos o re­­torno, até porque é muito recente, mas acredito que será um argumento para ganhar mercado”, afirma Bruno Vasconcelos, diretor executivo da Sana Agro Aérea, de Leme (SP), uma das empresas certificadas. A altura de voo é outro fator que pode afetar a eficiência do trabalho – se o avião está em altitude muito elevada o risco de deriva dos agroquímicos é maior. Por outro lado, os voos de baixa altitude elevam as chances de acidentes. Em 2013, foram registrados 38 acidentes aéreos somente durante as operações agrícolas, 10 a mais do que no ano anterior. Venda de aviões para agricultores mantém demanda aquecida O salto na demanda por aviões agrícolas também é reflexo de um aumento no interesse dos agricultores pela atividade. Na Embraer, que detém 62% do mercado aeroagrícola, metade das vendas é feita para pessoas físicas, calcula Fábio Carretto, gerente comercial da empresa. “A ideia de que só grandes produtores possuem aviões é equivocada”, aponta. Agricultores que optaram pelo investimento dizem que o retorno é garantido. Com uma área de 4,7 mil hectares cultivada em Unaí (MG), Theodorus Sanders, fez as contas e concluiu que nem mesmo o aluguel de um avião valeria a pena. “Não é um investimento barato, mas em seis anos ele se paga”, calcula. Os especialistas calculam que o custo médio do serviço de aplicação varia entre R$20 e R$50 por hectare, mais o valor do defensivo. “Com um avião é possível fazer o trabalho de três pulverizadores, e de forma mais rápida”, destaca Leivandro Fritzen que cultiva 12 mil hectares na Serra do Quilombo (Piauí). Carretto destaca que além do crescimento em quantidade, há também um aumento na renovação da frota nacional. No caso da Embraer o carro-chefe das vendas é o Ipanema, um modelo fabricado desde 1972. O avião está na sexta geração, e ao todo foram vendidas mais de 1,3 mil unidades. Ao custo de R$ 950 mil, a última versão do Ipanema oferece a possibilidade de propulsão a etanol, que reduz ainda mais os custos, e permite pulverizar uma área de 100 hectares em aproximadamente uma hora. Processo de certificação envolve três etapas e começa por um cadastro que pode ser realizado pela internet. Nenhuma empresa do Paraná foi certificada até o momento – o estado possui 26 companhias em atuação nesse segmento. Online: O primeiro nível de certificação é obtido eletronicamente, por meio de cadastramento online. Os documentos dos pilotos e técnicos responsáveis pela aplicação são digitalizados e enviados dentro de prazos estabelecidos. O cronograma e o envio podem ser encontrados no site: www.cas-online.org.br   Testes de campo ajudam a aferir tamanho das gotas lançadas nas lavouras e se não há deriva dos produtos químicos. Capacitação: a segunda etapa exige participação em cursos relacionados à área ambiental. A frequência e o desempenho em provas teóricas definirão a certificação. Inspeção: o terceiro nível corresponde a uma inspeção na empresa aeroagrícola para verificar se os preceitos ensinados no curso estão sendo executados, além da checagem da infraestrutura da empresa responsável pela aplicação. 1,9 mil É o número de aviões agrícolas em atividade no Brasil atualmente, conforme dados da Associação Nacional da Aviação Civil (Anac). Segundo maior produtor nacional de grãos, Paraná conta com 4% da frota nacional.   Fonte: http://agro.gazetadopovo.com.br/noticias/tecnologia/voo-agricola-regulamentado/    

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